sábado, 22 de setembro de 2012

RETRATO DE MIM


                                       meu olhar de criança desatento ainda
 sete anos nuvens e sonhos
Me faço
E desfaço

Pedaços
No espaço
Escasso
De mim.

Em trêmulos traços
Me traço enfim.

Meus olhos
São baços.

Vidraças
varridas pelo vento,
onde a poeira escorre
como lágrimas sujas
depois da chuva.

Meus braços
tão longos,
são hastes 
sem flor.

Meus braços
vazios,
Sem abraços
De amor.

Ah! 
Onde?
Onde foi que perdi a estrela
Que havia na ponta do meu pincel?

(pequeno poema escrito há muito... muito tempo)




olhar de adolescente que um dia fui quando ainda vivia nas nuvens  

em sépia
muito cedo já  adivinhava incertezas


Nenhum comentário:

Postar um comentário