sexta-feira, 20 de março de 2015

PENSANDO EM DEUS

Penso muito em Deus,
e me pergunto incessantemente:

Quem ou o que é Deus?
Criador do mundo?
Ou o próprio mundo?

Criador e criação, creio eu, talvez.

Penso que Deus é a verdade.
A verdade que transcende tudo,
sem começo nem fim,
em eterna expansão.

Por fim só me resta
Curvar-me diante dela... da Verdade
sem ter  a  pretensão de conhecê-la.

Deus é a verdade e
a verdade é o que é.

A verdade não pode ser relativizada pelas crenças e culturas  de um grupo.
Deus é,apesar de nosso orgulho,de nossos julgamentos, conceitos e preconceitos e de nossas pequenas opiniões, a Verdade.

 Ele é Aquele que É.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

UMA HISTÓRIA REAL

Em um seriado na TV, uma frase me fez refletir. Era: 
“O que significa quando a história se repete? Significa que você não aprendeu com ela.”
As mesmas ideias, ações, escolhas... resultam nas mesmas reações e resultados. Mudanças trazem novas possibilidades. Sempre é bom tentar mudar, melhor do que ficar repetindo o que não deu certo.
Outra frase no mesmo seriado, mais ou menos, dizia: “se o passado não deu certo, você ainda tem um futuro impecável pela frente.”

Temos um futuro por fazer, como páginas em branco a espera da história que será escrita por nós mesmos. Somos protagonistas e autores, pois a história é nossa. somos criadores do nosso destino, pois a partir de certo ponto, as escolhas passam a ser nossas, até mesmo a de lidar com aquelas que não pudemos fazer. 
Livrar-se da culpa pelo que fizemos ou deixamos de fazer rouba a energia, que nos resta ainda, para fazer o que pode ser feito.
Buscar culpados implica ficar atrelados a um passado que, por envolver outros, não pertence a nós somente, e por isso nem podemos entender. podemos reconhecê-los, mas não perder tempo julgando-os. Isto exaure nossas energias e não muda o que passou.
Construir uma nova história e um novo final é o que nos resta, mas não em cima de expectativas sonhadas, pois estamos construindo uma história real. Alicerces não se fixam em terrenos de nuvens. 
Deixemos os sonhos em seu lugar, no mundo dos sonhos. Deixemos os sonhos para as histórias inventadas no final do dia, para serem lidas antes de dormir.
Sonhar é bom quando não se quer viver de sonhos.



quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

ETERNO PRESENTE

Não há passado nem futuro onde me encontro agora.
Eu me equilibro da linha tênue que divide o milésimo de segundo passado e o milésimo de segundo futuro.
O instante que passou já é lembrança; e o instante seguinte pertence ao que há de vir, e pronto.

Ainda que a imagem que contemplo pela janela seja a mesma de antes e de depois, o olhar que contempla nunca mais será o mesmo. O que eu sentir e pensar determinará meu olhar.
Estou em eterna mudança no eterno presente em que vivo.
A paisagem vista através da janela do trem não se move e modifica no instante em que a absorvo. 
Eu é que me transformo e me movo enquanto a atravesso.

PACIÊNCIA

Hoje ao acordar, lembrei que havia deixado a pia cheia de louças para lavar na cozinha.
Uma preguiça acompanhada de mau humor me acompanhou arrastando os pés até a cozinha.
Aí me ocorreu meu pedido de Natal, quando cada um de nós, na família, fez o seu. Era: que eu tenha mais paciência comigo, com os outros, com a vida. Pedi também por  mais justiça no mundo.
Então pensei em pôr em prática, pois não basta pedir: é preciso agir. E comecei a lavar a louça num ritmo lento, sem atropelar, como faço sempre e, repetindo uma oração, a velha e conhecida de todos nós. No final usava o refrão: Daí-me paciência, Senhor.
Ao terminar, satisfeita por haver conseguido não só manter a calma, mas por sentir-me estranhamente pacificada, acrescentei ao meu pedido de Natal:
Dai-me paciência, Senhor, mas principalmente, ajuda-me a ter paciência com a injustiça.
E que eu não julgue os outros e nem a mim, tentando apenas fazer a minha parte: melhorar como ser humano.


domingo, 4 de janeiro de 2015

PASSAGEIRO DA ETERNIDADE

Não pense demais
Sobre tudo.
Sobretudo, 
não tente entender
tudo.;
apenas contemple,
medite
e aceite,
simplesmente,
o que não pode compreender.

Você é como a onda
que se espraia 
e recua,
num eterno vai e vem, 
de volta para o oceano.

Você é como a nuvem
que se forma
e se dissolve
em chuva,
e sobe 
para o céu,
de onde veio,
em nuvem.

Você é o
viajante 
do céu
a passeio
pela Terra.

Então...
passeie,
contemple,
apenas contemple,
com prazer
ou sonolento,
atento ou distraído,
como o faz
o passageiro,
o olhar debruçado
na janela do trem.

E lembre 
sempre
que é apenas 
passageiro
que passa
depressa
pela eternidade.

Boa viagem.




sábado, 27 de setembro de 2014

NA FALTA DO ABRAÇO.

"Abraço é cuidado mudo. 
É a forma que encontramos de dizer: tudo vai ficar bem, sem palavras. 
É proteção para pesadelos infantis, porta aberta para corações fechados. 
É revelar sentimentos sem fazer estardalhaço. 
É encontrar o caminho sem pedir informação. 
Aconchego, morada, calor que vem do tum tum tum do coração e acalenta a alma. 
Eu sou grude, todo mundo sabe e aqueles que meus braços não alcançam, eu abraço com palavras."
Ílé Ásé Íyámí Ómí Tútú

Penso que a palavra surgiu da timidez de nossos braços, da frouxidão de nosso abraço.
Surgiu talvez de nosso constrangimento, do temor da rejeição, da incerteza de nosso gesto.
E foi assim que aprendi a enfeitar com palavras o que de outro jeito não ousava dizer.
"O poeta é um fingidor..." Ou, parafraseando: um FINGIMOR... finge que é amor o amor que deveras sente.
Não, não é. É um tímido apenas ou quem sabe tem braços curtos e um longo palavreado que aprendeu a tecer na solidão.
O poeta é um solitário, não um fingidor.


segunda-feira, 14 de julho de 2014

ATRAVÉS DA JANELA

ABRE A CORTINA
DESCORTINA...
AVENTURA TEU OLHAR
PRA LÁ DE TUA JANELA.

QUE NÃO TE DETENHA
O MEDO
DAS ALTURAS
E DOS ESPAÇOS.

VAI... 
ESVOAÇA

ENQUANTO VIVES.
VAI... 
QUE A VIDA...
A VIDA PASSA
E,
QUANDO JÁ SE VÊ,

PASSOU.

VAI.
ESCANCARA 
TEU OLHAR.

ABRE A JANELA.