"O maior inferno é a incapacidade de amar."
Dostoiewski.
É quase um absurdo que passemos a vida em busca de quem nos ame, que nos sintamos ressentidos, traídos por aqueles que pensamos deveriam ter-nos dado este amor, de graça, só por termos caído 'de para-quedas' em seu berço familiar.
Passamos uma vida cobrando uma conta que não podia, em absoluto, ser cobrada, pelo fato simples de que ninguém, naquela família, nos comprou.
Viemos porque viemos, de graça, porque queríamos, eu creio, vir. Ou porque precisávamos.
E ela, a família 'escolhida', nos aparou em seus braços do jeito que sabia e podia.
Algumas de braços abertos; outras nem tanto, mas com um legítimo esforço de responsabilidade, por saberem que isto era o certo. E o dever, no cuidado diário, foi-se formando em um afeto mais ou menos poderoso. Outras, na falta de braços, nos deixaram cair, e saímos machucados na queda.
Mas o que fazer? Reclamar porque o abraço foi frouxo, não houve, ou apertou tanto que não deixou respirar?
Aí, como retaliação, negamos amor também, principalmente para quem mais precisava: nós mesmos.
De raiva, nos recolhemos solitários para dentro de um coração vazio, que se não fizermos um esforço, jamais será preenchido.
Enquanto não entendemos direito o que acontece por sermos ainda crianças demais, tudo bem. Podemos chorar e berrar, fazer birra ou nos apequenar-nos, deprimindo-nos. Mas e depois, quando alcançamos um maior grau de entendimento e compreensão? Vamos continuar a reclamar, a sofrer?
De repente, num instante de lucidez, que não vem de graça, percebemos a inutilidade da reação e partimos (queira Deus) para a ação voltada para o amor, aquele que é possível, porque sempre esteve ali, como uma semente viva no silêncio de nossos corações.
A capacidade de amar é a meta, pode ser desenvolvida e leva à redenção. E liberta da necessidade de buscar amor. Porque o amor já está, ali, dentro da alma.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
POESIA - VÔO LIVRE
"POESIA É VOAR FORA DA ASA".
Interpreto como um vôo livre.
Um passeio descompromissado do pensamento
distribuindo palavras
como quem semeia sonhos.
Quando escrevo
sou o poeta vagabundo
solto por este mundo
sem fronteira
e porteira.
sigo o curso do vento...
deixo que o pensamento
me carregue em suas asas.
reencontro minha casa
meu refúgio, minha alma,
na palavra
encontro calma.
A poesia
que é um urro,
um grito desesperado.
A poesia
é um sussurro.
um dizer sem dizer nada.
Poesia...
é uma via
de escape,
de redenção.
Escrito hoje às 9 horas.
Interpreto como um vôo livre.
Um passeio descompromissado do pensamento
distribuindo palavras
como quem semeia sonhos.
Quando escrevo
sou o poeta vagabundo
solto por este mundo
sem fronteira
e porteira.
sigo o curso do vento...
deixo que o pensamento
me carregue em suas asas.
reencontro minha casa
meu refúgio, minha alma,
na palavra
encontro calma.
A poesia
que é um urro,
um grito desesperado.
A poesia
é um sussurro.
um dizer sem dizer nada.
Poesia...
é uma via
de escape,
de redenção.
Escrito hoje às 9 horas.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
TÉDIO OU PAZ
TELA DE ROBERT DUNCAN
Interessante os pontos de vista e como eles mudam com o passar dos anos.
O que para uns é rotina entediante, para outros é simplicidade e paz.
Nesta bela pintura hiperrealista, a atitude contemplativa da moça me faz pensar em calma, uma calma que eu gostaria de resgatar.
Mas sabe-se lá que sonhos povoam a mente dela, ali, em meio às sua tarefas do dia?
Que mundos ela sonha percorrer para além daquela janela?
COLO
A imagem da mulher com a criança é tão delicada e terna que me fez pensar:
Quem recebe colo nunca esquece... pelo menos o subconsciente lembra disto....
e esta "lembrança" dá suporte, faz com que, mesmo só, a pessoa sinta-se amparada pelo resto da vida.
Dêem colo para seus filhos, para os filhos de quem não encontra tempo para eles.
Façam de si concha para suas pérolas, seus filhos.
Quem recebe colo nunca esquece... pelo menos o subconsciente lembra disto....
e esta "lembrança" dá suporte, faz com que, mesmo só, a pessoa sinta-se amparada pelo resto da vida.
Dêem colo para seus filhos, para os filhos de quem não encontra tempo para eles.
Façam de si concha para suas pérolas, seus filhos.
ASAS NOS PÉS
Quem teria coragem de caminhar por esta floresta e pisar nestas flores?Onde fica um lugar assim?
Longe...
onde os seres são alados,
alípedes, ninfas, mensageiros dos céus,
são seres pequeninos,
com pés também pequeninos,
sem peso nenhum.
Longe...
onde os seres são alados,
alípedes, ninfas, mensageiros dos céus,
são seres pequeninos,
com pés também pequeninos,
sem peso nenhum.
ORAÇÃO DA MANHÃ
Robert Duncan
Pelo café que aquece e espalha um aroma de lar e aconchego pela casa;
pelo pão que as mãos amaciaram e fizeram crescer;
pela manhã que traz, no dia que recomeça, novamente a esperança;
Obrigada, Deus!
LÁGRIMA
O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. (Salmos 30:5b)
Será a noite esta vida?
Será a manhã o após vida,
quando a alegria virá?
O que é para a eternidade uma noite?
O que é para o infinito uma manhã?
O que sou nesta vida que passa
tão devagar pra quem chora,
tão veloz como a luz pra quem ri?
Sou uma lágrima
passageira.
Será a noite esta vida?
Será a manhã o após vida,
quando a alegria virá?
O que é para a eternidade uma noite?
O que é para o infinito uma manhã?
O que sou nesta vida que passa
tão devagar pra quem chora,
tão veloz como a luz pra quem ri?
Sou uma lágrima
passageira.
Assinar:
Postagens (Atom)







