quarta-feira, 17 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
LAÇOS, ABRAÇOS
" Meu Deus! Como é engraçado! Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas. "
O poema de Mário Quintana me inspirou e pensei:
Braços
podem ser
laços
que abraçam
delicadamente
ou com paixão
podem ser porto
conforto
aconchego
pra quem chega
descansar
lugar garantido
pra quem
depois de partir
quis voltar
berço pro filho
ninho seguro
antes do vôo
Mas há os que
são amarras
que prendem
e sufocam
Há também
os braços
sem espaço
fechados
cruzados
na altura do peito
à porta do coração
Mais triste ainda
são os braços
pendidos
indiferentes
caídos
como asas
que se partiram
no confronto
com corações de vidro.
pobres pássaros feridos
desconfiam de todas
as transparências
que podem ser vidraças
mas também passagens
para outro coração
igual ao seu.
"Abraço é cuidado mudo. É a forma que
encontramos de dizer: tudo vai ficar bem, sem palavras. É proteção para
pesadelos infantis, porta aberta para corações fechados.
É revelar sentimentos sem fazer estardalhaço. É encontrar o caminho sem pedir
informação. Aconchego, morada, calor que vem do tum tum tum do coração e
acalenta a alma. Eu sou grude, todo mundo sabe e aqueles que meus braços não
alcançam, eu abraço com palavras."
Ílé Ásé Íyámí Ómí Tútú
Ílé Ásé Íyámí Ómí Tútú
VERDADE - AINDA AS VOLTAS COM SEU SIGNIFICADO
Continuo martelando na questão do conceito de VERDADE.
Aproveito o texto que encontrei no google para tecer comentários.
"Marilena Chauí chamou de “atitude
filosófica” a não aceitação de certezas e crenças estabelecidas, isto porque seria papel da
filosofia buscar a verdade."
"No entanto, a grande questão é: será possível atingir a
verdade em uma sociedade globalizada, dominada por uma grande quantidade de
informações, muitas das quais servem aos interesses do sistema capitalista.
Além do fato que a própria
definição de verdade comporta múltiplos conceitos."
Penso que a busca da verdade é uma necessidade humana, mas atingi-la é praticamente impossível. Nossa humanidade nos dá limites.
A concepção de verdade.
"A nossa idéia contemporânea de verdade foi construída ao longo de séculos, desde a
antiguidade, misturando a concepção grega, latina e hebraica."
Será que ela pode ser construída, ou é anterior a nossas opiniões sobre ela? Ela pode ser dita como uma possibilidade ou pode ser inventada para nos satisfazer em nossa ânsia por respostas.
"Em grego, a verdade (aletheia) significa aquilo que não está
oculto, o não escondido, manifestando-se
aos olhos e ao espírito, tal como é, ficando evidente à
razão."
Para os olhos dos que não vêem ou não querem ver, ou se iludem com o que acreditam estar vendo, creio que ela se oculta, e a que razão se
referem, a minha ou a dos outros?
"Em latim, a verdade (veritas) é aquilo que pode ser
demonstrado com precisão, referindo-se ao rigor e a exatidão. "
Mas o que não pode ser demonstrado com precisão, deixa de ser
por isso verdade?
"Em hebraico, a verdade (emunah) significa confiança, é a esperança de que aquilo
que é será revelado, irá aparecer por intervenção divina."
Penso assim também: um dia ela será revelada, quando for
possível o divino manifestar-se em nós.
"Em outras palavras, a verdade é convencionada pelo grupo
que possui crenças em comum.
A união destes conceitos fez com que Tomás de Aquino terminasse definindo a
verdade como expressão da realidade, a concepção em voga
entre nós no senso comum até hoje."
terça-feira, 9 de outubro de 2012
INTERPRETAÇÕES DA VERDADE
A verdade não pode ser relativa, pois se o fosse não
seria verdade.
A verdade é absoluta e imutável.
O que muda é a interpretação dela.
A verdade é absoluta e imutável.
O que muda é a interpretação dela.
Interpretações são relativas.
A verdade não.
A compreensão humana limita, deturpa, modifica a
verdade para que se encaixe em sua visão relativa da mesma.
Em busca da verdade, o homem tem entender que suas teorias são meras possibilidades.
Em busca da verdade, o homem tem entender que suas teorias são meras possibilidades.
Como exemplo há as discussões a respeito de Jesus. Ele é
Deus ou é Filho?
Na Bíblia está escrito: “Eu sou a videira, meu Pai, o
avicultor (João 15:1) e “O Pai é maior do que eu” (João:28). “Vós sois deuses”
( João 10:34).
Considerando que a Bíblia nos traz a verdade, a resposta é clara:
Considerando que a Bíblia nos traz a verdade, a resposta é clara:
Segundo João, Jesus diz que Ele e o Pai não são o mesmo, mas
estão em total comunhão, e que nós também podemos entrar nesta sintonia
perfeita, tornando-nos deuses relativos.
Ao evoluirmos caminhamos para Deus. Modificamo-nos
para melhor.
E é este o poder que Ele nos deu e que Jesus ensinou:
o de tornar-nos melhores e próximos da perfeição.
Mas para atingir a perfeição é preciso tornar-nos antes
mais humildes. Deixar nossas interpretações de lado, silenciar nossa mente
arrogante e escutar o coração.
É pela porta do coração que Deus penetra.
domingo, 7 de outubro de 2012
CULPA E RAIVA
Culpa e raiva
A trama e a urdidura com a qual somos tecidos.
Joanna de ângelis, em seu livro 'Conflitos Existenciais', define:"A culpa é o resultado da raiva que alguém sente contra si mesmo, voltada para dentro em forma de sensação de que algo foi feito erradamente". E ainda:" A raiva é um sentimento que se exterioriza toda vez que o Ego sente-se ferido, liberando esse abominável adversário que destrói a paz do indivíduo".
Então o abominável adversário não é tão somente o outro, aquele que feriu nosso ego: é a raiva. Mas como lidar com ela?
André Luiz em A Terra e o Céu anotou: "O sentimento de culpa é sempre um colapso da consciência e, através dele, sombrias forças se insinuam".
Então a culpa gera raiva, que afeta por sua vez o ego, causando reações nas relações consigo mesmo e com os outros.
As relações afetadas por um ego vulnerável e inseguro, geram mais reações, muitas vezes desproporcionais à ação de quem convive conosco e dos demais que fazem parte de nossas relações direta ou indiretamente.
"Assim passamos a viver de forma incompleta, sempre observando as reações dos outros a nosso respeito e nos defendendo... de adversários visíveis e invisíveis..."
Não que devamos expor-nos. Oferecer a jugular. Acautelar-se é bom. Mas antes de buscarmos os adversários fora, é preciso conhecer "a partir de minha constituição mental e dos arquivos que trago, que cultuo ou que me incomodam" o adversário em mim. É com ele que devo me reconciliar, depois de compreendê-lo.
Quem sabe se o que me perturba e me constrange no outro é uma parte de mim, insondável, negada, reduzida às sombras?
Não é por nada que o evangelista Mateus, 5:24 exorta: "Reconcilia-te depressa com o teu adversário".
A trama e a urdidura com a qual somos tecidos.
Joanna de ângelis, em seu livro 'Conflitos Existenciais', define:"A culpa é o resultado da raiva que alguém sente contra si mesmo, voltada para dentro em forma de sensação de que algo foi feito erradamente". E ainda:" A raiva é um sentimento que se exterioriza toda vez que o Ego sente-se ferido, liberando esse abominável adversário que destrói a paz do indivíduo".
Então o abominável adversário não é tão somente o outro, aquele que feriu nosso ego: é a raiva. Mas como lidar com ela?
André Luiz em A Terra e o Céu anotou: "O sentimento de culpa é sempre um colapso da consciência e, através dele, sombrias forças se insinuam".
Então a culpa gera raiva, que afeta por sua vez o ego, causando reações nas relações consigo mesmo e com os outros.
As relações afetadas por um ego vulnerável e inseguro, geram mais reações, muitas vezes desproporcionais à ação de quem convive conosco e dos demais que fazem parte de nossas relações direta ou indiretamente.
"Assim passamos a viver de forma incompleta, sempre observando as reações dos outros a nosso respeito e nos defendendo... de adversários visíveis e invisíveis..."
Não que devamos expor-nos. Oferecer a jugular. Acautelar-se é bom. Mas antes de buscarmos os adversários fora, é preciso conhecer "a partir de minha constituição mental e dos arquivos que trago, que cultuo ou que me incomodam" o adversário em mim. É com ele que devo me reconciliar, depois de compreendê-lo.
Quem sabe se o que me perturba e me constrange no outro é uma parte de mim, insondável, negada, reduzida às sombras?
Não é por nada que o evangelista Mateus, 5:24 exorta: "Reconcilia-te depressa com o teu adversário".
sábado, 6 de outubro de 2012
VERDADE
O horizonte
Para descobrir o que há além dele
Vou até lá em busca
E quando lá me encontro
Novo horizonte surge
E assim sucessivamente
De horizonte em horizonte
Cada um é um passo adiante,
Mas nunca
No entanto
É o fim.
A busca da verdade
É assim.
Cada revelação
Suscita nova indagação.
Não seguimos adiante
Circulamos
Por mais que andemos
Voltamos sempre
Ao ponto de origem.
Para o curioso
A busca é incessante
Para cada resposta
Novas perguntas hão de surgir.
Para o sábio
A verdade é
Sabe que existe
Mas não ousa defini-la
Pois conceitos são invenções humanas
Para ele
ela apenas é
Indevassável
Impenetrável
Ele a reverencia
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